Pedro Saulo sempre teve bastante empatia e envolvimento com OpenSource e a cultura por trás deste modelo, e a algum tempo se envolveu com BlockChain e a lógica de sistemas descentralizados, algo que vinha despertando sua atenção pois descentralização é algo para onde internet vem caminhando para.


Rog estava em uma transição depois de passar os últimos 10 anos empreendendo e bastante envolvido no ecossistema de startups, período no qual viu o potencial transformador positivo que a tecnologia traz para vida das pessoas, empresas e para economia, mas ao mesmo tempo se questionava sobre o modelo de negócios de algumas startups que buscava crescimento a qualquer custo, principalmente nas economias de plataforma.


Idéia se converteu em ação quando foi ao ar o episódio “delivery” do GregNews e Pedro Saulo ligou para Rog, que por 2 horas conversaram sobre o problema, estava claro que era preciso criar uma alternativa mais justa, e devido a pandemia priorizar o delivery dentre as gig-economy.


Durante a pandemia de 2020 o serviço de entregas se tornou ainda mais essencial. Ao mesmo tempo, pipocavam na mídia que tanto entregadores quanto restaurantes estavam muito insatisfeitos com as condições impostas pelas plataformas que a esta altura já tinham conquistado todo o mercado. 


Já éramos usuários desses aplicativos na condição de consumidores e bem da pandemia antes  da pandemia sentíamos um incômodo com as condições e remuneração dos entregadores, e a pandemia escancarou as diferenças sociais com a exposição dos mais vulneráveis.


Também sabíamos o tamanho da barreira de entrada que nos esperava. A tecnologia que é o mais difícil para muitos não seria a objeção nós, o desafio mesmo é criar e equilibrar uma rede com ENTREGADORES, RESTAURANTES e CONSUMIDORES em um segmento já controlado por gigantes que tem muita capacidade de investimento, e também a complexidade do início da operação e disponibilidade de entregadores.


Assim começamos nossos estudos, os diálogos com os envolvidos, pessoas do terceiro setor e pessoas de cooperativas. Fomos entendendo mais a fundo os problemas, outras pessoas se identificaram com o problema e começaram a contribuir, e juntos começamos a conceber a tese. Não bastava fazer a plataforma, para gerar o impacto social a plataforma tinha de parar de pé.


Ser uma plataforma de impacto social e open source fazia mais sentido do que nunca, e a descentralização veio dos restaurantes e entregadores almejavam por uma solução mais justa e estavam dispostos a ajudar, era mais do que fazer diferente era sobre fazer a diferença. 



Em meados de julho de 2020, Pedro Saulo começou a programar os Apps nas horas vagas, definimos os sócios, e valiosos voluntários foram surgindo e ajudando das mais diferentes maneiras. Nossos compromissos chave foram concebidos e também nossa primeira apresentação. Algum tempo depois conseguimos nosso primeiro investimento anjo que permitiu a abertura da empresa e dedicação integral ao projeto.


Pesquisas e conversas com lideranças de entregadores e associações de restaurantes se tornaram cada dia mais frequentes e proveitosas, um trabalho concebido por diferentes mãos, olhando o lado de todos envolvidos, todos preocupados com relações mais justas.


Agora é maio de 2021, além dos voluntários agora temos uma pequena equipe mas de muita qualidade e identificação com nossos propósito, estamos próximos a ganhar as ruas para a fase de testes, mais de 600 consumidores conscientes pediram para participar. 


É isso, AppJusto é um bem coletivo por relações mais justas, Se houver comprometimento de todas as partes como temos acreditado que haverá, vai dar certo e teremos criado algo melhor para todos.